Fixo os seus tímidos olhos travessos, tão escuros como dois imensos buracos negros, quase infantis na inocência do brilho emocionado que irradiam. Sensibiliza-me que se comova por mim, espanta-me até, por não ter previsto que o pudesse tocar dessa forma tão avassaladora, tão despojada. Eu, que nunca me achei capaz de nada de muito relevante, muito menos ser alma inspiradora de tão grande sentimento, incapaz de ficar contido em exíguo espaço corporal e que transborda o seu recipiente humano numa torrente de reveladoras lágrimas silenciosas. Culpabilizo-me por ter subestimado o seu enorme afecto. Culpabilizo-me por não corresponder, nem sequer no mais levíssimo grau de emoção. Culpabilizo-me de o ver assim exposto numa nudez sentimental embaraçosa. Quero dizer-lhe que esconda a alma, resguarde-a de mim, feche-a em local seguro e inviolável, porque não sou de confiança, não sei ter à minha guarda tamanho tesouro sem lhe causar danos irreparáveis. Sou a maior contra-indicação para o seu estado. O pior dos efeitos secundários de consequências imprevisíveis. Mas não sou capaz. Não me iria acreditar. Não me vê como sou. Como estou agora, sem nada de bom para lhe oferecer. Apesar de me sensibilizar toda essa comoção não me toca. Não me prende. Para lá da culpa, não me diz nada. Uma gélida assintomática culpa. Reconheço que ele merece muito mais do que esta glacial sensibilidade racional. Pelo menos, uma outra torrente incontida, em tudo idêntica à sua. Mas nada. Nem o mais pequeno sopro de vida deste lado. Lamento tanto, mas não sinto nada.
The Smiths
I'm So Sorry
domingo, agosto 10, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
O mundo parou aqui dentro. Nada move. Devo ter deixado de respirar. Nem mesmo tu conseguirias hoje o milagre de me ver renascer. Hoje não quero ninguém. Não reconheço ninguém. Não sei de ninguém. Não salvo ninguém. Não quero ser salva. Deixem-me aqui no meu canto do mundo parado. Estático. Apodrecendo devagarinho. Prometo não feder na minha podridão. Não vos incomodo. Não quero ser incomodada. Cansei de me reinventar uma e outra e ainda uma outra vez e nascer sempre a mesma. Pior do que isso. Renascer em adulteradas cópias de péssima qualidade de mim mesma. Por isso, só por hoje deixem-me morrer em paz (amanhã, logo se vê). Desapegada de tudo. Não odiando ninguém e, principalmente, não amando ninguém. É verdade. Esse dia haveria de chegar. Hoje nem a ti te quero por perto. Não te sinto cá dentro. Obriguei-te a desencarnar de mim. Não te levo comigo. Qual mágico decrépito, já não consigo tirar da cartola coelhos presos pelas orelhas e no entanto, estou perfeitamente nas tintas para os assobios voyeuristas da plateia. Viro-te as costas. Encolho os ombros. Não quero saber. Não me importa. Só quero morrer em paz. Não anunciem a minha morte. Ninguém notará a minha ausência (nem tu darás pela partida nem sentirás a minha falta - não quero que sintas a minha falta!). Também ninguém dirá: era tão boa pessoa. Porque todos os mortos ficam boas pessoas e eu não quero morrer e virar boa pessoa. Nem má pessoa. Não quero ser nada. Nem tão pouco que me lembrem. Não quero lágrimas, nem adeus desesperados. Esqueçam-se de mim. Tal como hoje, me esqueci de vós.
domingo, julho 20, 2008
Sempre achei a canção mais bonita que algum homem poderia dedicar à mulher que ama, talvez pelo desespero do pedido "não me deixes", porque só um homem apaixonado pede à mulher que ama que não o deixe, porque tudo pode ser esquecido, mesmo o tempo dos mal-entendidos. Talvez porque, apenas um homem indefeso na sua paixão promete à mulher que ama edificar um reino onde o amor será rei, onde o amor será lei e ela, apenas ela, a sua rainha. Talvez por saber que só um homem que ama sem defesas, admite não querer chorar mais, nem falar mais, porque tudo o que quer é poder observá-la e vê-la sorrir. Por ser tão dificil a um homem admitir a sua fragilidade no amor, ter existido um poeta/cantor que tão sensivelmente soube transmitir em palavras e música essa nudez de alma torna esta canção, a meu ver, ainda mais bela:
"Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit deja
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas (4 fois)
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'apres ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (4 fois)
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te racont'rai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (4 fois)
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas (4 fois)
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (4 fois)"
Jacques Brel
quinta-feira, julho 17, 2008
- Amei-te tanto...!
- Pois...
- A sério. Amei-te mais do que tudo. Acima das minhas forças.
- Hã, hã…
- Por ti teria sido capaz de tudo…! Algo de grande, entendes?
- Certo… Tens alguma coisa que se coma?
- O quê…?
- Comida… morfes…aquilo que habitualmente se mete à boca, mastiga-se e engole-se…
- Hã… sim. Claro. Abre esse armário. Deve haver por aí umas bolachas. Se quiseres queijo ou fiambre, estão no frigorífico. Onde eu ia? Ah, pois… é verdade, o que senti por ti bateu forte… muito forte, mesmo. Pensei, por várias vezes, que o meu peito explodisse de tanto sentimento.
- Só tens mesmo isto para me oferecer?
- Diz…?
- Se só tens estas bolachas mirradas para acompanhar com o queijo?
- Não… acho que não. Devo ter pão…
- Pão???? Estás louca??? Eu sou lá homem de comer sandes de queijo???
- Tostas, pode ser?
- À falta de melhor… ok, venham lá as tostas!
- Como te estava a dizer… sabes, acho que nunca amei ninguém como a ti… até fico meio envergonhada de confessar isto… pareço uma adolescente a falar do 1º amor!
- Hã, hã… o queijo até que não é mau… estaria melhor se não o tivesses deixado secar…
- Ah, desculpa… Raramente como queijo… mas… confesso que cheguei a pensar que tu e eu… nós os dois… as coisas pudessem funcionar… da minha parte gostaria muito que tivessem funcionado…
- Brie…
- Desculpa…? Disseste alguma coisa…?
- Queijo Brie… Da próxima vez compra queijo Brie… é muito melhor que esta sola de sapato que aqui tens!
- Ah… ok. Vou tentar não esquecer… queijo Brie… ao certo nem percebi ainda porque não terá funcionado… acho até que nós os dois faríamos um casal perfeito… tu o que achas?
- Humm, humm… mas só se recheasses melhor a despensa, minha cara. O ditado é muito antigo, mas verdadeiro: homens conquistam-se pelo estômago…!
domingo, junho 01, 2008
- Vieste o caminho todo tão silenciosa! Sentes-te melhor?
- Sim, amor. Obrigada por perguntares.
- Pareces também mais tranquila. Estás a ver, fez-te bem irmos beber um copo com o Barros e a Isabel!
- Achas?
- Sim, estás com outro ar! Mais sereno, talvez.
- É provável. Ter bebido um pouco também ajudou. Acabei por relaxar. Aquele bar é simpático. Tranquilo. Boa música. De que falaram vocês?
- Quem?
- Tu e a noiva do Barros…
- Nós…?
- Sim, querido. Enquanto fui à casa de banho. Quando cheguei estavam só vocês os dois na mesa. O Barros deve também ter ido à casa de banho, entretanto… De que falaram vocês?
- Ah… nada de importante! Banalidades! O costume! Onde nasceu, onde mora, como conheceu o Barros, esse género de coisas…
- E…?
- E o quê?
- Onde nasceu...? Onde mora…? Como o conheceu…?
- Ah…! Parece-me que disse ser de Portalegre, ou de perto, não sei bem. Mora aqui no Porto, disse-me o local mas não fixei bem. Sabes como sou com nomes de ruas, para mim são todas iguais… Creio que morou alguns anos em Lisboa antes de vir para cá. Conheceu-o no Egipto, mas isso já tu sabes, estavam instalados no mesmo hotel, fizeram as mesmas excursões, etc, etc, etc, e acabaram juntos, voilá!
- Bom, vou deitar-me. Estou a cair de sono, amor.
- Sim, vai. Eu também já vou. Estou só acabar este whisky e já me deito também.
- Não demores então!
- Não, não me demoro!
Que interrogatório…chiça! Terá desconfiado de alguma coisa…? Não! Claro que não! Se desconfiasse teria feito uma peixarada de todo o tamanho! A Laura não é mulher de deixar passar deslizes em branco. Mas não fomos apanhados por uma unha negra! Deus do Céu! Aquela Isabel é louca! Ainda sinto a língua dela a escaldar no meu ouvido avançando por aí fora como se não houvesse amanhã… fico todo arrepiado só de me lembrar! E ali, em pleno bar… A Laura enfiada mais uma vez na casa de banho, provavelmente com outro achaque - o raio da mulher agora dá-lhe para isto, são chiliques atrás de chiliques – então se me encosto a ela à espera que me caia alguma coisa em sorte, vem-me logo com o mesmo de sempre, querido hoje não, que me dói a cabeça… muita dor de cabeça tem ela! À outra, à Isabel, bastou o Barros ausentar-se da mesa que a menina não foi de rodeios… viu, quis, pegou! Ainda bem que nem a Laura nem o Barros se aperceberam nada! Havia de ser cá um 31... Nem estou ainda bem em mim! Fiquei sem reacção… nem quis acreditar quando senti uma mão a insinuar-se pelo meio das coxas até ao… até aí mesmo! Sem mais delongas! Alguém ficou bem mais longo ali mesmo isso é certo! Parece que ainda tenho o recheio daquele decote pressionando-se contra o meu braço. E o perfume dela..? É de enlouquecer qualquer um! De certeza, devo ter sonhado e ainda não acordei! Onde será que meti o bilhete com o nº. de telemóvel dela? Tenho de o gravar no meu telemóvel e destruir o papel antes que a Laura o apanhe por aí à solta…
domingo, maio 04, 2008
Hoje sonhei contigo. Sonho rápido, fugaz. Encapsulado em esconsos e dúbios sentidos urdidos no silêncio da madrugada pelo inconsciente, que se diverte a lançá-los à consciência como ratoeiras de queijo à espera da gula e soberba da sua vítima incauta, gozando sadicamente por antecipação com a imagem desta, mortalmente debatendo-se de miolos esmagados contra a realidade. Metáforas sonhadas, escondendo aqui, destapando ali os escuros bafientos túneis secretos da existência, deturpados no dia-a-dia pelo consciente que os molda e os contorna com medos, ânsias e vontades, tornando-os menos dolorosos menos assustadores. Lembro-me de viajar num autocarro, sentada num banco de um único lugar, daqueles solitários bancos dianteiros em frente a um outro solitário banco dianteiro. Do lado direito, de costas para a paisagem e para o movimento. Cabeça quase colada ao vidro, olhando sem ver o infinito através deste. Ninguém sentado à minha frente. Sem destino traçado. Deixando-me ir pelo movimento. O anónimo motorista fazendo o percurso desconhecido parando e arrancando em sítios incógnitos que só ele parecia saber. Não me parecia importar. O autocarro quase vazio tirando umas 5 ou 6 pessoas dispersas, sentadas ao acaso. Ninguém parecia importar-se. Ou talvez já conhecessem o caminho que eu desconhecia. Não me lembro de nenhum pormenor da paisagem mas pairava no ar a sensação de um dia ameno de final verão. Eu, sozinha. Sentada no banco solitário de costas voltadas ao percurso, não vendo casas, campos, ruas, pessoas, animais que, obedecendo à vontade insondada do anónimo motorista, com maior ou menor velocidade, corriam a afastar-se da janela onde eu, distraída, olhava sem ver o infinito. Não me apercebi da tua presença. Dei por ti apenas no momento em que te dirigiste para a porta e carregaste no botão accionando o sinal luminoso de saída. Acompanhava-te uma mulher de ar muito jovem. Olhos de um azul intenso. Pele sedosamente clara. Cabelos negros curtos, acima dos ombros. Rosto irradiando a felicidade que se tem quando se é demasiadamente jovem e se acredita que o mundo é inocentemente nosso. Qualquer um naquele autocarro poderia tomá-la por tua filha. Menos eu. Não era tua filha. Tu, atrás dela. Não falamos. Nenhum fez menção de dizer algo. Nada. Apenas o nosso olhar se cruzou e hipnoticamente se enganchou, para não mais se afastar. A tua mão direita pousada sobre o ombro da mulher jovem, parecia querer protegê-la de qualquer desequilíbrio provocado pelo movimento irregular, embora estivesse apenas pousada. A tua mão esquerda entrançada na alça de segurança por cima das vossas cabeças. Tu, atrás da mulher jovem. O autocarro obedeceu algumas centenas de metros à frente ao teu pedido de paragem. A porta abriu-se. A mulher jovem desceu. Desceste atrás. Não sem antes o nosso olhar cruzado teimar em não deslaçar e eu receber uma profunda tristeza vinda dos teus olhos escuros. A mesma tristeza de quem parte sem regresso. A tristeza de quem optou, sem saber se escolheu o melhor. A tristeza de quem não voltará atrás. Mesmo que o sentimento ou a vontade ou ambos o peçam. Breves fracções de segundo gravadas eternamente em tempo fugaz de sonho. Apearam-se numa rua de passeio estreito, demasiado estreito até, de casa velha a servir de murado amparo para quem descesse aí. Lembro-me que as janelas da casa estavam situadas apenas no 1º andar. Provavelmente para que ninguém pudesse ver o que as paredes guardavam. Não dissemos palavra. Ninguém soube que comunicamos sem palavras e que dissemos tudo. Eu soube quem era a mulher jovem. Tu soubeste que eu soube. Saímos um do outro. Despedimo-nos. Ambos soubemos que nos estávamos a deixar. Não fiz qualquer tenção em te segurar, apesar do vazio imenso que ficou depois da tristeza recebida dos teus olhos. Apesar das minhas mãos caídas sobre o regaço. Também elas vazias. Eu, continuando viagem num autocarro de linha periférica serpenteando por ruas apertadas de empedrado rugoso sem destino traçado. Tu, apeado numa rua qualquer de passeio estreito para duas pessoas, de mulher mais jovem pelo braço, abandonando de livre escolha o meu autocarro de percurso desconhecido e irregular. Demasiadas incertezas para quem tanto carece de segurança. Os dois em equilíbrio periclitante no passeio estreito. Despedimo-nos sem um único som. Sem nada. Apenas com um cruzar de olhares por testemunha. Necessitei dum autocarro em andamento num qualquer sonho mesclado para suportar a realidade. O homem que amo preferiu o amor de outra mulher. Idade para ser sua filha. Mas que não é sua filha.
sábado, abril 19, 2008
- Mãe, desculpa ter-me zangado contigo hoje de manhã – foram as primeiras palavras do meu filho quando chegamos a casa ao final da tarde, depois de o ter ido buscar à escola. Foi de facto uma zanga feia. Logo pela manhã, de tempo contado à milésima de segundo e exasperada por ele não se despachar e ainda por cima a vociferar impropérios a torto a direito como se a culpa do atraso fosse de toda a gente menos dele, acabei por descarregar nele a minha impaciência e de lhe dizer umas palavras bastante duras, embora justificadas, mais duras do que é meu hábito com ele. É claro que ambos estávamos já arrependidíssimos minutos depois, mas teimosos como somos, nenhum quis dar o braço a torcer. Despedimo-nos um do outro de cara amarrada. Ele para uma visita de estudo a uma oficina de joalharia, eu para mais um dia de trabalho.
- Sabes, pensei que seria melhor fazer as pazes contigo, por isso durante a visita de estudo pedi a um senhor que me fizesse isto para ti. – abriu a mão e nela estava uma pequena peça em forma de coração feito de chapa acobreada com o meu nome gravado em letras maiúsculas: MARIA e uma pedra brilhante incrustada no topo do I. O meu filho é muito tímido. Odeia ter que falar com pessoas estranhas, por isso sei bem o sacrifício que foi para ele ter que se dirigir a alguém que não conhecia e pedir que lhe desenhasse um coração com o meu nome.
Desnecessário será dizer que fiquei comovidíssima e sem palavras por ter recebido um dos presentes mais valiosos que alguém me deu até hoje, apenas comparável com os pequenos pedaços de vidro verde garrafa que anos atrás – talvez uns 4 ou 5 - ele apanhou no recreio da escola e me deu, dizendo serem pedras preciosas (até hoje ainda as tenho guardadas numa caixinha), ou com a dedicatória que escreveu em fita adesiva cor creme e colou na porta do meu guarda-fatos, o ano passado: “A minha Mãe pode ser tudo o que puder e quiser. Ninguém pode imaginar o que ela pode conquistar. Nunca desistas Mãe!”
Hoje, é o seu aniversário. Ele faz 12 anos. A minha vida teria sido muito diferente se ele não tivesse nascido. Teria tido oportunidade de investir noutras áreas que, com o seu nascimento, tive de abdicar. Talvez tivesse mais estabilidade financeira. Talvez tivesse voltado a estudar e tirado um 2º curso, aquele que sempre quis. Talvez tivesse uma carreira profissional mais segura. Contudo, no meio de tantos “talvez” tenho uma certeza inabalável: nunca, mas nunca me arrependi da decisão que tomei. A minha vida é muitíssimo mais rica apenas por ele existir e é um imenso privilégio assistir à sua transformação diária num ser humano maravilhoso.
FELIZ ANIVERSÁRIO MEU QUERIDO!
(esta música é-lhe dedicada)
(...e esta foi ele que escolheu)